Dissídio coletivo não corrige as injustiças e luta dos ecetistas continua

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Acabou há pouco o julgamento do nosso dissídio coletivo no TST, mas novamente o Tribunal reverbera a voz patronal e não tem a sensibilidade de corrigir as injustiças cometidas no ano passado pelo ministro Ives Gandra, que mais uma vez colocou o peso de sua opinião e posicionamento político comandando a sessão do dissídio, inclusive tolhendo o voto dos ministros Mauricio Godinho e Vieira de Mello, em uma clara demonstração de defesa dos interesses da empresa. 

Embora não tenhamos nesta campanha salarial conseguido avançar mais, ficou evidente que a FENTECT acertou em não aceitar a proposta feita pela direção da ECT, que apenas previa aumentar a exploração dos ecetitas com a implantação do banco de horas e um percentual que no início sequer acompanhava a reposição integral da inflação.

Fica claro que temos que estar mobilizados e organizados para ampliar as reconquistas de nossos direitos, pois o próprio ministro Aluísio disse “que quando não há interesse do patronal em negociar, que o movimento de greve é o instrumento legítimo para os trabalhadores buscarem suas reivindicações e direitos, pois é movimento legal garantido pela Constituição”. Isso mostra que não podemos desistir de lutar pelos nossos direitos jamais!

Como resultado, os trabalhadores ecetistas tiveram a reposição da inflação com o percentual de 9,75%, retroativo a agosto/2021, nas cláusulas de natureza econômica e o retorno do adicional de 15% sobre os trabalhos aos sábados na jornada de 44 horas. Vale ressaltar que a luta pela compensação de outras 20 cláusulas continuam, bem como a batalha pela derrubar a sanha privatista que mira essa que é uma das estatais mais importantes do país, os Correios. Nossa articulação e mobilização deve seguir forte para combater as mentiras e fake news desse desgoverno, e também o avanço do PL 591 no Senado Federal. Vamos à luta, companheiros!

fonte: https://www.instagram.com/fentectoficial/