ATENDER SIM, SOBRECARREGAR NÃO

Nos últimos anos, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem adotado uma série de medidas administrativas que, longe de resolver os problemas estruturais da estatal, têm agravado as condições de trabalho e o atendimento à população. Entre essas medidas está o fechamento de diversas agências, especialmente em localidades onde, muitas vezes, os Correios representam o único canal de acesso da população a serviços públicos essenciais.
Essa política de redução de unidades trouxe consequências graves, sobretudo para os atendentes comerciais, profissionais que estão na linha de frente do atendimento à população. Com menos agências em funcionamento, o fluxo de usuários foi concentrado em um número cada vez menor de unidades, gerando superlotação, filas intermináveis e uma sobrecarga de trabalho sem precedentes.

Além da pressão natural provocada pela alta demanda, esses trabalhadores enfrentam diariamente a falta de condições adequadas de trabalho. Em muitas agências há escassez de materiais básicos, ausência de estrutura física adequada e deficiência no fornecimento de produtos e serviços. Esse cenário não apenas dificulta o trabalho dos atendentes, como também provoca o descontentamento dos usuários, que acabam direcionando sua frustração aos profissionais que estão no balcão.

Como resultado, muitos atendentes comerciais passaram a conviver com situações de extrema tensão, sendo vítimas de assédio moral, agressões verbais, pressão psicológica e até riscos físicos, incluindo casos de assaltos e ameaças. Trata-se de uma realidade alarmante que revela o nível de precarização a que esses trabalhadores estão sendo submetidos.

Não por acaso, tem aumentado o número de afastamentos médicos, reflexo direto do adoecimento físico e mental provocado por essa sobrecarga. Esses afastamentos não são fruto do acaso, mas sim consequência de uma política de gestão marcada pela falta de planejamento, sensibilidade e responsabilidade com a força de trabalho da empresa.
Diante desse cenário preocupante, o SINTECT/SE tem atuado de forma firme na defesa da categoria, denunciando publicamente as condições de trabalho impostas pela gestão dos Correios. O sindicato tem desenvolvido diversas ações, entre elas:

Protocolando ofícios denunciando as causas e os impactos dessa sobrecarga de trabalho;
Buscando órgãos da área trabalhista para exigir providências e responsabilização da empresa;
Acompanhando de perto o sofrimento dos trabalhadores e orientando a categoria sobre como proceder diante das pressões no ambiente de trabalho.

A luta do SINTECT/SE é permanente e continuará denunciando e combatendo toda e qualquer política que represente retrocessos, precarização e desrespeito aos trabalhadores dos Correios.

Mais do que nunca, é fundamental que a categoria permaneça unida, vigilante e mobilizada na defesa dos seus direitos, por condições dignas de trabalho e por um serviço postal público de qualidade para toda a população.

SINTECT/SE — Juntos somos mais fortes. 💪📮

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