Plano de saúde regional apresentado pela empresarepresenta um grave retrocesso

O *SINTECT-SE* (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Sergipe) orienta a categoria a *não aderir ao novo plano de saúde regional* apresentado pela empresa, por entender que a proposta representa um grave retrocesso nos direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras.
 
Segundo o sindicato, o novo modelo ofertado pela *Correios* restringe o atendimento exclusivamente ao âmbito regional, limitando drasticamente a rede credenciada e comprometendo o acesso à assistência médica de qualidade. A medida impacta diretamente os empregados ativos, aposentados e seus dependentes no estado de *Sergipe*, que passam a contar com uma cobertura reduzida e insuficiente para diversas necessidades de saúde.
 
### Principais problemas apontados pelo sindicato
 
*1. Redução da rede credenciada*
O plano regional diminui significativamente a quantidade de hospitais, clínicas e especialistas disponíveis, dificultando o acesso a consultas, exames e procedimentos.
 
*2. Exclusão de atendimentos essenciais*
A proposta não contempla adequadamente situações fundamentais, como:
 
* Tratamento Fora de Domicílio (TFD);
* Cirurgias eletivas;
* Partos;
* Procedimentos que exijam deslocamento para outros estados.
 
Essa limitação coloca em risco trabalhadores que necessitam de acompanhamento especializado indisponível na rede local.
 
*3. Transferência do ônus financeiro aos trabalhadores*
De acordo com o SINTECT-SE, o novo modelo empurra para os empregados a responsabilidade de manter financeiramente o plano, ampliando a participação dos trabalhadores nos custos e desobrigando a empresa de sua responsabilidade histórica na assistência à saúde da categoria.
 
### Defesa da saúde como direito
 
O sindicato reforça que o plano de saúde é uma conquista histórica da categoria e não pode ser tratado como benefício facultativo ou reduzido a uma cobertura mínima. Para a entidade, saúde é direito fundamental e deve ser garantida com amplitude, qualidade e responsabilidade compartilhada pela empresa.
 
Diante desse cenário, o SINTECT-SE orienta os trabalhadores e trabalhadoras a *não aderirem ao novo plano regional*, permanecendo mobilizados e atentos às próximas deliberações coletivas.
 

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