AMPLIAÇÃO DE ROTAS E DISTRITOS “SD DA MORTE”

A implantação de uma ferramenta chamada SD (Sistema de Restritamento e Dimensionamento) pelos Correios, em meio ao chamado plano de restauração, surge como mais um elemento de tensão em um cenário já marcado por precarização, sobrecarga e adoecimento da categoria. Trabalhadoras e trabalhadores vêm sofrendo um verdadeiro ataque de exploração, disfarçado sob o discurso de modernização e eficiência operacional.

Com a implementação do chamado “SD da morte”, a realidade nas unidades tende a se agravar. Trata-se de uma ferramenta que não considera de forma concreta as condições físicas e psicológicas dos funcionários, ignorando limites humanos, diferenças individuais e fatores ambientais que impactam diretamente a saúde e o desempenho laboral. Na prática, esses sistemas se baseiam em cálculos frios e padronizados para definir áreas e rotas, sem refletir a realidade do território, das distâncias, da carga de objetos e das condições climáticas enfrentadas diariamente.

O resultado é a ampliação de distritos, a intensificação do ritmo de trabalho e a exposição prolongada a áreas extensas e desgastantes, o que aumenta significativamente o risco de exaustão, lesões, estresse e adoecimento mental. Não se trata apenas de uma mudança técnica, mas de uma decisão que impacta diretamente a vida e a dignidade de quem sustenta o funcionamento do serviço postal.

Se há qualquer intenção legítima de reorganizar processos, isso precisa ser feito com responsabilidade, transparência e participação dos trabalhadores, que são os verdadeiros conhecedores da realidade operacional. Nenhuma ferramenta pode substituir a experiência humana nem servir como instrumento para justificar cortes, sobrecarga ou retirada de direitos.

O que está em jogo não é apenas um sistema, mas a saúde, a segurança e o respeito à categoria. Modernizar não pode significar explorar; dimensionar não pode significar adoecer. Uma política séria de gestão deve partir do princípio básico de que eficiência real só existe quando caminha junto com condições dignas de trabalho.

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